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Bibliotecas públicas e comunitárias como espaços de inclusão social, por Luis Cláudio Borges

“(…) as bibliotecas públicas e comunitárias reafirmam também o princípio de que a informação é um bem comum, portanto, um direito de todos. Fortalecer essas instituições significa investir em um projeto democrático de sociedade, no qual cada pessoa tenha a oportunidade de se tornar leitora, autora e protagonista da própria história” conclui o pesquisador e bibliotecário Dr. Luis Cláudio Borges, da Universidade Federal de Rondônia.

Da Informação ao Cuidado: uma trajetória na Ciência da Informação e na Saúde, por Martins Neto

“A maturidade profissional trouxe também um senso de responsabilidade social. Refletindo sobre a equidade racial e indígena na saúde, criei dois projetos de grande impacto, voltados à população negra e indígena, com foco em prevenção do câncer e saúde digital”, indica o pesquisador e bibliotecário Dr. Martins Fidelis Neto, Coordenador de projetos no Instituto Nacional de Câncer e Coordenador do Grupo de Pesquisa GEISATEC.

Pobreza em informação e violência doméstica: um olhar a partir de Elfreda Chatman, por Natália Nascimento

“Elfreda Chatman observou que existem grupos sociais que, por diversos motivos, não buscam as informações de que precisam, seja por medo, vergonha, falta de acesso ou por acreditarem que não têm direito a esse conhecimento. Ela chama isso de “pobreza em informação”, um conceito que vai além da simples ausência de informação ou conhecimento”, explica a bibliotecária e mestra Natália Francisca Nascimento da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco.

Tradição Oral na Era dos Algoritmos: das margens aos feeds, por Edgardo Civallero

“A tradição oral está agora entrelaçada a etiquetas de metadados, políticas de moderação de conteúdo e critérios de visibilidade algorítmica. Os desafios são novos — incluindo questões de propriedade, consentimento e risco de descontextualização -, mas a dinâmica central é familiar: o conhecimento vivendo nas vozes, moldado no diálogo e adaptado a ambientes em constante mudança”, comenta o Edgardo Civallero, Diretor da Biblioteca do Smithsonian Tropical Research Institute (Panamá).

Leitura como ninho de afeto, por Helder Guastti

“Com o passar do tempo, enquanto me reconhecia e desenvolvia enquanto educador, passei a compreender ainda mais que escolher um livro para partilhar vai muito além do ato de oferecer uma narrativa: é criar um abrigo onde memórias, sonhos e perguntas podem pousar. É uma forma de dizer: “aqui você pode descansar, imaginar, ser escutado””, pondera o professor Helder Guastti, eleito o Educador do Ano pelo Prêmio Educador Nota 10.

Qual repositório de dados escolher para compartilhar seus dados de pesquisa?, por Lucas George Wendt

“A disponibilização de dados de pesquisa em repositórios digitais tornou-se prática crescente na ciência contemporânea, alinhada aos princípios da Ciência Aberta, aspecto progressivamente considerado em diferentes etapas da prática científica. Nesse cenário, plataformas como Zenodo, Figshare, Mendeley Data e Harvard Dataverse estão entre as soluções mais empregadas para atender esta demanda (…).”, apresenta o bibliotecário Lucas Wendt, assessor de imprensa na Universidade do Vale do Taquari.

Docência no Ensino Superior: entre preceitos, expectativas e o que vai além do ensinar, por Mateus Rebouças Nascimento

“Assumir a docência no ensino superior é um compromisso que vai além de transmitir conhecimentos. Ser professor universitário envolve atuar num espaço onde o conhecimento é produzido, compartilhado e, sobretudo, comprometido com o desenvolvimento da sociedade. É, também, compreender que a universidade não é um espaço isolado, mas parte integrante da sociedade, com características, potencialidades e identidades próprias”, destaca o professor Mateus Rebouças, da Universidade Federal de Rondonópolis.

Entre a demanda e a escassez: onde está o bibliotecário escolar qualificado?, por Elani Araújo

“Algum tempo atrás, na escola em que trabalho, começamos a estudar a possibilidade de contratar um bibliotecário para ficar na terceira biblioteca da escola e que há pouco havia sido construída para abrigar o fundamental maior e o médio. Sabíamos que seria um tanto complexo por querer alguém com habilidades específicas, só não sabíamos que seria uma saga…” recorda a bibliotecária escolar Elani Araújo.

Bibliotecas acessíveis: o silêncio da inclusão é uma forma de exclusão, por Michelle Assunção

“Ao longo dos últimos 12 anos de pesquisa, observo que a inclusão e a valorização das diferenças vêm ganhando espaço, tanto em contextos nacionais quanto internacionais. Ainda assim, não podemos naturalizar a exclusão silenciosa — aquela que ocorre quando instituições ignoram ou se omitem diante da necessidade de serem mais acessíveis.” observa a bibliotecária Dra. Michelle Karina Assunção Costa, da Universidade Federal de Ouro Preto.

O poder da Biblioterapia, por Fabyola Madeira

“Sempre me fascinou a maneira como uma simples história pode acender uma luz nos olhos de alguém, acalmar uma alma aflita ou inspirar uma nova perspectiva. A biblioterapia é exatamente isso: a arte e a ciência de usar a leitura – seja de livros, textos, contos, poemas, fábulas, imagens – e as reflexões e diálogos que ela provoca, como uma ferramenta para o bem-estar físico e emocional”, explica a bibliotecária Fabyola Madeira.

Ciclos Findos e os Doutores: o perigo de extinção do povo Karipuna de Rondônia (e o que a Academia pode fazer), por Rafael Andrade

“Precisamos que aqueles que apoiam a causa indígena na Academia estabeleçam redes entre si e com as populações de fato e que exijamos nosso espaço em cada edital, nem que seja para perder ou captar menos recursos. (…) Urge a necessidade de uma ciência que se apegue de fato aos movimentos indígenas.”, propõe o pesquisador Prof. Dr. Rafael Andrade, da Universidade Federal de Rondônia.

Liberdade de expressão, desinformação e censura, por Enrique Muriel-Torrado

“A desinformação, as mentiras e a censura caminham juntas nas mídias sociais. Juízes todo-poderosos e ultrarrápidos decidem o que vamos ou não ver nas nossas telas, sem intervenção humana, sem escuta pública, sem que a sociedade possa participar das decisões sobre o que pode ou não ser compartilhado e ter alcance nas redes.” argumenta o pesquisador Prof. Dr. Enrique Muriel-Torrado, da Universidade Federal de Santa Catarina.

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