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Editorial: 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi: memória e ciência sob o olhar de um bibliotecário amazônida, por Rodrigo Oliveira de Paiva

“Ser um bibliotecário amazônida significa compreender que a informação não se limita aos suportes formais, mas circula nos saberes tradicionais, nas oralidades, nas experiências de povos indígenas e comunidades locais, pedindo, também, uma escuta sensível e um compromisso ético com a diversidade de conhecimentos.” destaca o pesquisador e bibliotecário Dr. Rodrigo Oliveira de Paiva, chefe da biblioteca do Museu Goeldi.

Editorial: É Sempre Ritual de Iniciação: Abya Yala, por Trudruá Dorrico Makuxi

“O movimento indígena, representado por sujeitos atuantes nas mais diversas áreas, tem buscado reconhecer Abya Yala, uma renomeação ao continente, hoje nomeado em homenagem ao colonizador italiano Américo Vespúcio. (…) Abya Yala, como explica o intelectual maya k’iche’, Emil Keme’, não traz somente um nome, mas um paradigma que reivindica territórios, línguas, cartografias ancestrais, espiritualidades” apresenta a escritora e pesquisadora indígena Trudruá Dorrico Makuxi.

Editorial: Os novos desafios dos profissionais da informação, por Emir Suaiden

“No século passado, o final da sociedade pós-industrial e o advento da sociedade da informação, aliados à revolução tecnológica, acabaram trazendo uma responsabilidade social para todas as áreas da Ciência da Informação, em especial para a Biblioteconomia.” destaca o Prof. Dr. Emir Suaiden, professor aposentado da Universidade de Brasília e pesquisador colaborador da Coordenação de Ensino e Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Editorial: Biobibliografia, por Maria Nélida Gonzalez

“De minha parte, sigo achando Habermas um pensador robusto, ainda que eurocêntrico, mas com um entendimento atualizado e que ia além das filosofias da linguagem. Ainda não reconstruí como ele lida ou lidaria com as relações entre a linguagem e as tecnologias digitais. Tarefa para realizar?”, relata a Profa. Dra. Nélida Gonzalez, pesquisadora aposentada do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Editorial: A metafísica do racismo: ontologias feridas e a gramática invisível do mundo moderno, por Patrick de Oliveira

“O racismo, portanto, não deve ser compreendido apenas como uma formação discursiva ou como ideologia de dominação, mas como arquitetura metafísica que orienta a maneira como o Ocidente compreende o mundo. Ele opera antes das instituições, antes dos sujeitos e antes das práticas discursivas. Constitui o modo pelo qual o ser é distribuído: abundante para alguns, escasso para outros, negado para muitos”, apresenta o Prof. Dr. Patrick de Oliveira

Editorial: Ainda estamos aqui, por Pedro Andretta

“Chegamos à última edição do ano de 2025! E, apesar de preferir ficar nos bastidores da revista, achei por bem tomar a palavra para contar um pouco sobre o que aconteceu com essa proposta editorial ao longo do ano, agradecer a todos, apresentar as expectativas para o próximo ano e algumas digressões (…)”, inicia o Prof. Dr. Pedro Andretta, editor da Divulga-CI.

Editorial: Escrevivências: escrever sobre o que vivo e viver o que escrevo, por Rosangela Hilário

“Tornar-me uma Mulher Preta, e fora dos padrões eurocentradas, não foi uma decisão que eu tenha tomado: fui percebendo que a despeito de minhas credenciais acadêmicas, condição social e saberes, minha cor sempre chegou antes de eu ter chance de usufruir as oportunidades”, apresenta a pesquisadora Profa. Dra. Rosangela Hilário, Coordenadora da Comissão de Combate às Desigualdades da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Editorial: Educação, exclusão e possibilidades de transformação, por Chico Alencar

“As pedras do caminho são muitas: desigualdade social, precarização docente, ausência de políticas consistentes. Mas cada pedra também pode se tornar trincheira de luta e de reinvenção. Se a Educação acompanhou as “transições intransitivas” da história brasileira, cabe a nós transformá-la em ponte para um futuro mais justo, menos desigual”, pondera o Deputado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, Professor Chico Alencar.

Editorial: A biblioteca escolar, seu caráter político e ético, por Silvia Castrillón

“Acredito que as funções da biblioteca escolar são de natureza política, ética e educacional – funções que não se separam do papel geral da escola. No entanto, também considero que a biblioteca escolar possui tarefas específicas, que lhe conferem identidade e propósito próprios dentro da escola e do sistema educacional.” pondera a bibliotecária e escritora colombiana Silvia Castrillón, referência na implementação de projetos e campanhas de fomento ao livro e à leitura.

Editorial: Mulher – memória do mundo, por Luciana Nabuco

“O corpo feminino é outro imenso elo com a memória. (…) A mãe gera igualmente memórias e seu leite não contém apenas nutrientes orgânicos, mas também histórias imemoriais, marcas do passado, sentimentos e sonhos. A mãe que morre nos deixa sua marca indelével, simbolicamente na cicatriz do centro do nosso eixo corpo, como a dizer: ‘você esteve ligado em mim'”, pondera a escritora, artista visual, professora e tradutora acreana Luciana Nabuco.

Editorial: Desafiando a censura, por Jonathan Hernández Pérez

“A profissão bibliotecária tem a responsabilidade essencial de aderir aos princípios da liberdade intelectual, do acesso irrestrito e da liberdade de expressão. Assumir essa missão ampliada exige também construir alianças e adotar uma postura proativa, pois enfrentamos uma profunda crise epistêmica em que os desafios se multiplicam mais rapidamente que as soluções.” afirma o Prof. Dr. Jonathan Hernández Pérez, do Instituto de Investigaciones Bibliotecológicas y de la Información (UNAM).

Editorial: Divulgação da literatura LGBTQIA+ nas redes sociais: a construção do pertencimento, por Letícia Bonetti

“Nascida nos anos 90, minha adolescência foi permeada por uma sensação de não pertencimento. Meu amor pela leitura encontrava como obstáculo a falta de representatividade LGBTQIA+ nos livros, o que impactou diretamente como eu me enxergava no mundo. Assim como nas demais mídias, o que se via na literatura da época era a dominância da narrativa heterocisnormativa.”, apresenta a pesquisadora e influenciadora digital, Letícia Bonetti.

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