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O poder da Biblioterapia, por Fabyola Madeira

“Sempre me fascinou a maneira como uma simples história pode acender uma luz nos olhos de alguém, acalmar uma alma aflita ou inspirar uma nova perspectiva. A biblioterapia é exatamente isso: a arte e a ciência de usar a leitura – seja de livros, textos, contos, poemas, fábulas, imagens – e as reflexões e diálogos que ela provoca, como uma ferramenta para o bem-estar físico e emocional”, explica a bibliotecária Fabyola Madeira.

Ciclos Findos e os Doutores: o perigo de extinção do povo Karipuna de Rondônia (e o que a Academia pode fazer), por Rafael Andrade

“Precisamos que aqueles que apoiam a causa indígena na Academia estabeleçam redes entre si e com as populações de fato e que exijamos nosso espaço em cada edital, nem que seja para perder ou captar menos recursos. (…) Urge a necessidade de uma ciência que se apegue de fato aos movimentos indígenas.”, propõe o pesquisador Prof. Dr. Rafael Andrade, da Universidade Federal de Rondônia.

Liberdade de expressão, desinformação e censura, por Enrique Muriel-Torrado

“A desinformação, as mentiras e a censura caminham juntas nas mídias sociais. Juízes todo-poderosos e ultrarrápidos decidem o que vamos ou não ver nas nossas telas, sem intervenção humana, sem escuta pública, sem que a sociedade possa participar das decisões sobre o que pode ou não ser compartilhado e ter alcance nas redes.” argumenta o pesquisador Prof. Dr. Enrique Muriel-Torrado, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Ciência se faz com o coletivo, por Raquel do Rosário Santos

“Como mulher negra; filha de uma guerreira que nos criou sozinha – como muitas outras mulheres –; esposa; mãe; professora; pesquisadora; evangélica; egressa de escola pública; residente da periferia, entre outros marcadores que me atravessam, me tornam a pessoa singular e me liga a outros coletivos, produzo com eles as reflexões, indago o mundo, o questiono e desejo mudanças.” apresenta a pesquisadora Profa. Dra. Raquel do Rosário Santos, da Universidade Federal da Bahia.

Inteligência artificial e preservação digital: entre algoritmos e memórias, por Charlley Luz

“Estamos diante de um momento decisivo na relação entre tecnologias emergentes e preservação digital. A IA oferece ferramentas poderosas para ampliar o acesso, otimizar fluxos e enfrentar o desafio da escala. Mas sua adoção requer mais do que entusiasmo: exige pensamento crítico, políticas claras, formação continuada e compromisso com os princípios da justiça informacional.”, pondera o pesquisador Charlley Luz, da Feed Consultoria e Escola Superior de Propaganda e Marketing.

As memórias como as expressamos: uma questão informacional, por Luis Fernando Massoni

“O que quero dizer é que o documento não é fonte de memória, ele apenas a estabiliza e representa: a memória em si está nas pessoas, sendo elas as fontes de memória. O documento apenas ajuda a lembrar (ou, por meio do silenciamento, a esquecer) as memórias que carregamos em nós mesmos.”, destaca o pesquisador Prof. Dr. Luis Fernando Massoni, da Universidade Federal da Bahia.

O Museu Amazônico e sua importância para a pesquisa e extensão, por Dysson Teles Alves

“Em função de seu vínculo com a tríade da Universidade — ensino, pesquisa e extensão —, a responsabilidade institucional do Museu Amazônico está definida por sua capacidade científica de promover, de forma criativa, a interdisciplinaridade dos conhecimentos produzidos pelos agentes acadêmicos e, sobretudo, de propor uma reflexão sobre a relevância da diversidade socioambiental em tempos de globalização.” apresenta o pesquisador Prof. Dr. Dysson Teles, Diretor do Museu Amazônico.

Bera-Gourmet: a contra-contra cultura em uma identidade ribeirinha, por Rafael Andrade

“Assim como em Rondônia a identidade beradera (e similares) é usurpada pelo capital local para o lucro simbólico e/ou econômico, podemos aferir que o termo Amazônia também é utilizado, mas por uma escala ainda mais ampla do capitalismo? E de que forma podemos nós, amazônidas, resistir aos avanços desses ataques que acabam somando ao fim do nosso amado território?” pondera o Prof. Dr. Rafael Ademir Oliveira de Andrade, do Centro Universitário São Lucas.

Não é só exposição! Museus, Ciências, DescolonizAÇÃO e o desmonte do pensamento único, por Sue Costa

“Descolonizar os museus de ciência não é tarefa simples, nem imediata. Exige coragem institucional, abertura epistêmica e uma revisão profunda de práticas, linguagens e alianças. Trata-se de romper com a ilusão de neutralidade científica e de reconhecer que toda exposição é também uma escolha narrativa e, portanto, política.”, destaca a pesquisadora Profa. Dra. Sue Costa é Coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Força da extrema direita é proporcional à desinformação contra comunidades indígenas, por Allysson Martins

“A desinformação – um processo complexo e estruturado para enganar as pessoas, inclusive com silenciamentos e informações verdadeiras enviesadas – foi se amplificando e alcançou novas nuances durante a pandemia da covid-19. Com o auge dessa infodemia em 2021, grupos indígenas se organizaram para combater e ensinar como perceber essa desordem informacional”, recorda o pesquisador Prof. Dr. Allysson Martins, da Universidade Federal de Rondônia.

A guerra não está perdida!, por Pedro Andretta e Marcos Hübner

“As bibliotecas continuam sendo bastiões de acesso, justiça social e acolhimento e demonstram seu valor. Elas não são apenas quartéis de livros, mas campos de ação comunitária. Funcionam como linhas de frente contra o apagamento social, centros de ação e inteligência para políticas públicas, e fortalezas onde cada leitor é, em si, um combatente pela dignidade e pelo conhecimento.” defendem os pesquisadores Prof. Pedro Andretta e Marcos Hübner.

Um caminhar da ciência – O tempo e a evolução das coisas, por Gleice Pereira

“A pesquisa em CI continua evoluindo para enfrentar os desafios da sociedade líquida, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam a gestão eficaz da informação, a ética no uso dos dados e a democratização do conhecimento na sociedade digital. Afinal, ‘Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar.’ (Bauman, 2001).”, indica a pesquisadora Profa. Dra. Gleice Pereira, da Universidade Federal do Espírito Santo.

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