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Entre bibliotecas, informação e inteligência artificial: minha trajetória na organização da informação e do conhecimento, por Cibele Santos

“As bibliotecas tornaram-se cada vez mais digitais, novas tecnologias surgiram e a inteligência artificial passou a fazer parte do nosso cotidiano. No entanto, a questão que orienta meu trabalho continua sendo a mesma: como organizar a informação para que ela possa ser encontrada, compreendida e utilizada pelas pessoas?”, conclui a pesquisadora Profa. Dra. Cibele Araújo C. M. Santos, da Universidade de São Paulo.

O gênero cabe em um nome?: cuidados na inferência automática em bases científicas, por Jesús P. Mena-Chalco

“A inferência automática pode ser uma ferramenta útil, mas deve ser tratada como aproximação probabilística, não como verdade individual. Em muitos casos, a resposta mais científica e mais ética não é classificar a qualquer custo. É reconhecer, com responsabilidade: aqui, eu não sei com segurança.” relata o pesquisador Prof. Dr. Jesús P. Mena-Chalco, da Universidade Federal do ABC e membro da Rede Nacional de Ciência para a Educação.

Onde publicar na era pós-Qualis na Área de Comunicação, Informação e Museologia, por Mateus Rebouças

“Não basta escolher uma revista “bem classificada”: é preciso pensar se aquele artigo poderá ser considerado uma produção relevante, aderente ao programa e capaz de representar sua contribuição científica. A avaliação qualitativa poderá considerar a qualidade intrínseca do trabalho, sua adequação às linhas de pesquisa, sua contribuição para o campo e sua relevância intelectual.” apresenta o Prof. Mateus Rebouças, da Universidade Federal de Rondonópolis.

Ciência da Informação, Estudos de Gênero e Estudos Queer: relações existentes, por Abe Muniz Pinto

“Nos trabalhos de conclusão dos cursos de Pós-Graduação em CI no Brasil, até 2023, foram recuperados 18 trabalhos sobre gênero e comunidade LGBTQIAPN+, das teses e dissertações analisadas, as três autorias mais citadas sobre a questão de gênero são: Guacira Louro, Judith Butler e Michel Foucault.” aponta a pessoa pesquisadora Me. Abe Muniz Pinto, estudante do doutoramento em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco.

Do corpo como segredo ao corpo como direito: perspectivas sobre corpo, gênero, sexualidade e direitos humanos, por Emerson Roberto de Araújo Pessoa

“Não há nada de simplesmente natural nas corporalidades. Pelo contrário, até mesmo dimensões frequentemente interpretadas pela perspectiva da natureza, como a sexualidade, são atravessadas por processos sociais, culturais e políticos.” afirma o pesquisador e cientista social Prof. Dr. Emerson Roberto de Araújo Pessoa, da Universidade Federal de Rondônia à serviço da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais. do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Inteligência artificial, ética e pesquisa em comunicação e informação na sociedade digital, por Rosilene Paiva Marinho de Sousa e Milton Shintaku

“Na pesquisa em comunicação e informação, a IA pode reconfigurar objetos e metodologias de investigação. Algoritmos, plataformas, cultura de dados, desinformação e comunicação automatizada consolidam-se como novos objetos de estudo em uma sociedade orientada por dados.” propõem os pesquisadores Profa. Dra. Rosilene Paiva Marinho de Sousa e Prof. Dr. Milton Shintaku, do Grupo de Pesquisa “Estudos sobre ferramentas para gestão de redes de participação social”/IBICT

Musealização do Acervo Arqueológico na Universidade Federal de Rondônia, por Daiane Pereira, Gilcimar Costa Barbosa e Silvana Zuse

“Embora não se denomine oficialmente como um museu, o Curso de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) vem atuando no processo de gestão e musealização de seu acervo arqueológico, composto por diferentes tipologias de acervos oriundos de centenas de sítios arqueológicos de diversas localidades de Rondônia.” comentam os pesquisadores e docentes e museólogos do Curso de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia.

Inovação em museus brasileiros: entre práticas invisíveis e futuros possíveis, por Raisa Ramoni Rosa

“O principal desafio para os museus brasileiros não é apenas inovar, mas transformar inovação em conhecimento compartilhado. Isso implica reconhecer que muitas das soluções mais relevantes já estão em prática (…). Torná-las acessíveis exige investimento em gestão da informação, fortalecimento de redes e desenvolvimento de estratégias de sistematização”, indica a pesquisadora Raisa Ramoni Rosa, da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Perspectivas socialistas para a Ciência da Informação: da Informatika soviética à inovação chinesa, por Roberto Lopes dos Santos Junior

“A partir de 1945, com a URSS consolidada como a segunda superpotência do planeta e imersa na intensa competição científica e tecnológica da Guerra Fria, surgiram discussões no partido comunista sobre como o país deveria lidar com a produção, organização e disseminação de informações no bloco comunista que se delineava.” recorda o pesquisador Prof. Dr. Roberto Lopes dos Santos Junior, da Universidade Federal do Pará.

A literatura indígena e a universidade: ponte entre mundos, por Carina Pataxó

“Minha imagem é frequentemente percebida no Brasil como a de um corpo ‘brasileiro’, e não como indígena. ‘Índia sem língua? Índia estudante de doutorado?’ Isso significa, simbolicamente, não ter valor, história. As ‘imagens’ de povos indígenas em contexto de isolamento, por sua vez, dificilmente são questionadas; ao contrário, são frequentemente associadas à ideia de ‘índios de verdade’.”, pondera a pesquisadora e mestra indígena Carina Pataxó.

Povos indígenas enquanto sujeitos históricos: produção acadêmica e desafios contemporâneos, por Carlos Trubiliano

“Em síntese, minhas reflexões reafirmam que a trajetória histórica dos povos indígenas no país está intrinsecamente vinculada às estruturas de violência, expropriação territorial e colonialidade do poder que fundamentaram – e continuam a fundamentar – os projetos de desenvolvimento capitalista impostos à Amazônia”, comenta o historiador e pesquisador Prof. Dr. Carlos Alexandre Barros Trubiliano, da Universidade Federal de Rondônia.

Autonomia indígena e o futuro da Amazônia, por Fábio Alkmin

“Na Amazônia, onde a pressão e a violência sobre os povos se intensificam a cada dia — em um contexto marcado pela negligência e, em muitos casos, pela cumplicidade das instituições estatais —, a autonomia se afirma como prática política e horizonte (…) .” afirma o geógrafo e pesquisador Dr. Fábio Márcio Alkmin do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista.

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