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Cordel, Estética e inovação: ensaio preliminar, por Mário Gaudêncio

“[…] o cordel não é meramente uma poesia marginal, tampouco peça folclórica de representação cultural. A literatura forjada na forma cordelista precisa ser encarada e consumida como uma faceta poética da literatura oficial brasileira, assim como a poesia concreta, o soneto e o haikai, por exemplo”, propõe o bibiotecário e pesquisador Dr. Mário Gaudêncio, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

Refletindo a formação de bibliotecárias e bibliotecários sob foco da efetividade da mediação da informação, por Mirleno Livio Monteiro de Jesus e Henriette Ferreira Gomes

“O conhecer e o informar ocorrem quando interagimos com o outro num potente movimento do estar ao lado, do conduzir e do sermos conduzidos rumo a um processo permanente de formação. É na potência dos compartilhamentos que nos transformamos e aprendemos sobre o poder do transformar”, indicam os pesquisadores Me. Mirleno Livio e Dra. Henriette Gomes, vinculados ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia.

Biblioeducação: do fragmentado ao orgânico, por Edmir Perrotti

“[…] procuramos abordar as relações entre os campos da Biblioteconomia e da Educação em suas manifestações teóricas e práticas. Ao continuar isolados, estes, dificilmente conseguirão fazer mais do que a repetição dos estreitos modelos disciplinares que os amparam, em um movimento de reforço incessante do hiato que, muitas vezes, pretendem enfrentar”, apresenta o pesquisador Dr. Edmir Perrotti, da Universidade de São Paulo.

A biblioteca escolar como equipamento social de inclusão cultural, por Maria das Graças Monteiro Castro

“Para tratar da efetividade da biblioteca escolar no Brasil retomo aqui, a análise dos dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2020, idealizada e realizada pelo Instituto Pró-Livro desde 2000 que configura e legitima um instrumento de medição e avaliação das práticas leitoras e dos equipamentos de leitura no Brasil”, propõe a pesquisadora Dra. Maria das Graças Castro, da Universidade Federal de Goiás.

Acessibilidade em museus e espaços de ciências: um cenário de inclusão para surdos, por Tania Chalhub e Marisa da Costa Gomes

“As reflexões sobre acessibilidade nos diferentes ambientes educacionais ou culturais são bem complexas, uma vez que estão relacionadas a diferentes grupos, com demandas sensoriais, comunicacionais e físicas diversas e realidades distintas em termos informacionais.”, recordam as pesquisadoras Dra. Tania Chalhub e Dra. Marisa Gomes, professoras do Instituto Nacional de Educação de Surdos e coordenadoras do Grupo de Pesquisa Acessibilidade, Interculturalidade e Educação de surdos.

As águas da Museologia de Memórias Traumáticas, por Ana Paula Brito

“A Museologia de memórias traumáticas busca lidar com memórias sociais de traumas históricos, como genocídios, ditaduras, guerras, conflitos armados internos, catástrofes naturais e outros eventos de grande impacto para uma coletividade. Portanto, não se limita às memórias traumáticas de ditaduras.”, apresenta a pesquisadora Dra. Ana Paula Ferreira de Brito, que atua Coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisadores de Sítios de Memória e Consciência.

Pesquisa e prática em competência em informação: o que o Framework for Information Literacy tem de diferente?, por Djuli de Lucca

“[…] o movimento da competência em informação se popularizou – principalmente no cenário norte-americano – a tal ponto que o então presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, publicou uma declaração sobre a importância da competência em informação e destinou o mês de outubro como o “mês da conscientização da competência em informação”. recorda a pesquisadora Profa. Dra. Djuli Machado de Lucca, da Universidade Federal de Rondônia

Curadoria de dados de pesquisa: notas sobre uma abordagem mais sustentável, por Renata Curty

“Sem me alongar mais na contextualização, gostaria de compartilhar algumas observações iniciais e iniciativas acerca da curadoria de dados a partir de trocas e experiências (erros e acertos), dessa vez não mais tão distantes da aplicação.” propõe a pesquisadora Dra. Renata Curty, que atua como Research Data Specialist/Facilitator no Research Data Services Department da UCSB Library na University of California, Santa Barbara.

Redescobertas ou inovações metodológicas: conexões entre a  Ciência da Informação e as Humanidades Digitais, por Bruna Lessa

“[…] o termo Humanidade Digitais, tem antecedentes na discussão sobre o uso da tecnologia aplicada às pesquisas em Ciências Humanas […]. Bem mais relacionada ao campo da Filologia, no contexto das ferramentas tecnológicas utilizadas para análise textual, nasce a informática humanística visando desenvolver metodologias que auxiliassem no tratamento da informação (à primeira vista, textual).” indica a Profa. Dra. Bruna Lessa, da Universidade Federal da Bahia.

Livro e censura no Brasil: apresentação de uma linha de pesquisa, por Sandra Reimão

“O livro, ao longo dos séculos, tem sofrido frequentes tentativas de eliminação, criminalização, cortes e direcionamento. A veemência com que os poderes autoritários buscam cercear a publicação e circulação de livros, atesta o temor que déspotas e tiranos têm da força das ideias impressas.” recorda a Profa. Dra. Sandra Reimão, da Universidade de São Paulo.

Informar para resistir, informar para se orgulhar: demandas sociais da população LGBTQIA+ e o compromisso ético-político para com o acesso à informação, por Carlos Martins

“O Brasil, mesmo com a LGBTfobia equiparada ao crime de racismo por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO), continua ocupando os primeiros rankings de violência letal sofrida pela população LGBTQIA+ […]”, recorda o Bib. e Prof. Dr. Carlos Martins, da Universidade Federal do Maranhão e Membro do Observatório de Políticas Públicas LGBTI+ do Maranhão.

A Ciência da Informação no contexto da desinformação, por Hamilton Oliveira

“Um dos desafios da ciência é melhorar a vida das pessoas e nesse sentido podemos pensar que um desafio da Ciência da Informação é oferecer respostas científicas para problemas sociais atinentes aos fluxos de informação. […] Nesse sentido, no contexto acadêmico, somos instados a examinar questões novas, naturalmente em busca de respostas igualmente novas.” aponta o Prof. Dr. Hamilton Vieira de Oliveira, da Universidade Federal do Pará.

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