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A Biblioteconomia pode ser resistência: informação social e comunidade, por Patricia Mallmann

“A Biblioteconomia Social é um movimento que emerge em diversos países, com foco justamente na mediação de informação para o povo, e que chama a Biblioteconomia a se posicionar politicamente e a descolonizar suas práticas, não somente buscando incluir socialmente os usuários de informação, mas contribuindo para a autonomia dos sujeitos informacionais” expõe a pesquisadora Profa. Dra. Patricia Mallmann, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Literatura infantil interativa: apresentação do TecTeca, por Cassia Furtado

“O fosso geracional nunca foi tão latente, precisamos introjetar os novos paradigmas. Não podemos trabalhar com as crianças da Geração Alpha como trabalhamos com as gerações passadas, em especial quando desejamos formar leitores. Agora, temos a possibilidade de oferecer a literatura infantil em formatos diversos e permeados por ferramentas nunca imaginadas, o trabalho de Natalia Kucirkova (2023) é um exemplo.” propõe a pesquisadora Profa. Dra. Cassia Furtado, da Universidade Federal do Maranhão.

Os incômodos acadêmicos e a busca pelas diversas completudes que direcionam um grupo de pesquisa, por Ana Paula Meneses Alves

“O dia a dia da academia é marcado por tantas preocupações, tantas tarefas, tantos por fazer, que dormimos e acordamos com as nossas questões acadêmicas acomodadas nos nossos ombros: muitas vezes, só um peso a resolver; mas em muitas outras, a figura do desenho infantil, de um anjo e de um demônio, representaria bem, a culpa e a glória da jornada dos pesos acadêmicos”, comenta a pesquisadora Profa. Dra. Ana Paula Meneses Alves, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Além da Técnica: Ciência da Informação e Tecnologia como motores da mudança social, por Delfina Lázaro Mateus

“Tomando como exemplo a situação das mulheres em Moçambique, frequentemente entre os grupos mais vulneráveis, a abordagem prática e social da CI torna-se essencial para superar barreiras como a pobreza extrema e normas de gênero tradicionais que limitam a participação comunitária, educacional e profissional das mulheres”, apresenta a Profa. Dra. Delfina Lázaro Mateus, da Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique e especialista em Gestão da Documentação e Informação do Hospital Central de Maputo.

Ignorância, conhecimento científico e ciência aberta, por Paula Carina de Araújo

“Entre as as dimensões e práticas de ciência aberta estão o acesso aberto, os dados abertos, os preprints, as licenças de direito de autor abertas, a gestão de dados científicos de pesquisa, a revisão por pares aberta, as métricas alternativas, a educação aberta, a inovação aberta, a ciência cidadã, a divulgação científica, entre outras”, indica a pesquisadora Profa. Dra. Paula Carina de Araújo, da Universidade Federal do Paraná.

Pessoas e encontros na Ciência da Informação, por Isa Maria Freire

“Continuo fazendo pesquisa e compartilhando os resultados, por achar que nossa área é necessária à organização e comunicação da informação, agora em rede. Sou grata à vida por cada um desses companheiros de viagem, cada um dos eventos em que estive presente, e aguardo a chegada de novos colaboradores, vindos de todas as áreas com as quais a Ciência da Informação dialoga.” afirma a pesquisadora Profa. Dra. Isa Maria Freire, da Universidade Federal da Paraíba.

Identidade e perspectivas em uma Ciência da Informação negra, por Gláucia Vaz

“Prefiro ser “outra mulher”, a mulher capaz de se conceituar buscando suas raízes não ocidentais e longe de definições dadas por seus maiores algozes. Por isso hoje me sinto mais à vontade em me apresentar como pessoa, como sujeito em movimento, que tem buscado uma nova construção de mulher.” apresenta a pesquisadora Profa. Dra. Gláucia Aparecida Vaz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Gênero como tema de pesquisa em Ciência da Informação: reflexões sobre uma caminhada, por Gilda Olinto

“Observa-se atualmente, na área da informação, tanto a diversificação das questões abordadas quanto o incremento do número de estudos sobre gênero. Isso se refletiu na recente criação do Grupo de Trabalho 12 da Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação, cujo tema é ‘Informação, Estudos Etnico-Raciais, Gênero e Diversidades’”, pontua a pesquisadora Gilda Olinto de Oliveira, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

As Histórias em Quadrinhos na Ciência da Informação, por Rubem Borges Teixeira Ramos

“Não se quer aqui defender as HQs como a solução mágica de todos os problemas relativos à leitura ou mesmo a apropriação da informação advinda desta por parte do leitor. Mas se pretende, com base no reconhecimento do que são as HQs e do seu potencial já evidenciado junto aos leitores, promover o estímulo ao seu uso consciente também em bibliotecas […]” argumenta o Prof. Dr. Rubem Ramos, da Universidade Federal de Goiás.

Do mar Caribe à beira do Madeira: contribuição afro-antilhana na constituição do Estado de Rondônia e município de Porto Velho, por Cledenice Blackman

“Na linha das pesquisas que tenho desenvolvido a mais de dezoito 18 anos e consegui cartografar uma média de 96 imigrantes entre mulheres, homens, crianças, descendência advindas das diversas ilhas caribenhas inglesas, desmistificando suas nacionalidades / identidades […]”, aponta a Profa. Dra. Cledenice Blackman, da Universidade Federal de Rondônia.

Reflexões sobre violência contra as mulheres negras e o conceito de interseccionalidade, por Gisele Rocha Côrtes

“Mediante os apontamentos apresentados, de forma inicial, e tendo em vista os limites desta comunicação, espera-se pensar sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres, em especial as negras, por meio de uma epistemologia, de resistência, produzida sob a ótica das mulheres negras como central para as próprias agentes e que possibilitem confrontar as práticas dominantes de conhecimento”, pontua a Profa. Dra. Gisele Côrtes, da Universidade Federal da Paraíba.

Reflexões sobre bibliotecas e mediação cultural da informação no enfrentamento à violência contra as mulheres, por Luciane de Fátima Beckman Cavalcante

“[…] a biblioteca sob o escopo de sua função social, pode atuar como promotora do enfrentamento a tal violência, de forma a contribuir ainda com o cumprimento do 5° objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS), referente à igualdade de gêneros previsto na Agenda 2030.”, indica a Profa. Dra. Luciane Cavalcante, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

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